quarta-feira, 28 de setembro de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Adoração: uma expressão da glória de Deus

Adoração: uma expressão da glória de Deus
Texto: João 4.23-24




O Catecismo de Westminster diz que o fim principal do homem é glorificar a Deus e deleitar-se n’Ele para sempre. E talvez esse seja um dos maiores desafios para nós evangélicos, principalmente diante do quadro da igreja evangélica brasileira do século XXI. Uma igreja que, segundo alguns autores, possui 5.000km de extensão, mas 5 centímetros de profundidade; estamos vendo muito ajuntamento, mas pouco quebrantamento verdadeiro; muita celebração, mas pouca sede de santidade; muito louvorzão, mas pouca adoração sincera; muita religiosidade, mas pouca espiritualidade. O capítulo 4 do evangelho de João narra a história do encontro de Jesus com uma mulher samaritana; e aquela mulher possuia um grande problema com respeito a adoração. Ela tinha dúvidas sobre aonde se deve adorar a Deus. E Jesus vai mostrar a ela que a sua pergunta está completamente errada. Para Jesus só expressaremos a glória de Deus por meio da nossa adoração, quando entendemos que a prática da adoração é dirigida para a pessoa certa, com a motivação certa e todos os momentos.


NOSSA ADORAÇÃO DEVE SER DIRECIONADA A DEUS





Essa adoração só é possível mediante a pessoa e a obra de Jesus Cristo



Em Isaías 43.7 diz que Deus nos criou para a sua glória, no Salmo 95.6 está escrito: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou.” No sexto dia da criação, depois do Senhor ter criado os anjos, o Universo, os planetas, a luz, as estrelas, o sol, a lua, os animais, os vegetais, Ele cria o homem e a mulher à sua própria imagem e viu Deus a sua criação e disse que era muito bom; a raça humana é a coroa da criação de Deus; e o Senhor está dizendo que a finalidade de todo o seu cuidado e criatividade em criar-nos foi para que déssemos toda a glória a Ele. O ser humano só encontra sua razão de existência, quando sua vida é uma expressão da glória do seu Criador, da glória de Deus. Todavia, não foi isso que Adão e Eva escolheram. Eles desejaram viver uma vida ausente de Deus, uma vida de independência; eles trocaram a glória do Criador pela glória da criatura; eles resolveram desviar o louvor e a exaltação para Deus, para si mesmos; eles não queriam ser apenas imagem de Deus, eles queriam ser o próprio Deus; eles não quiseram dar glória, eles queriam receber a glória. A criatura se rebelou contra o Criador: “nós não precisamos de você”. “não queremos que você seja o centro das nossas vidas”, “podemos viver muito bem agora sem você”. O vínculo entre Adorado e adorador foi rompido; e o próprio templo de Jerusalém apontava para esse fato; o templo era dividido basicamente em três partes: o átrio, o santo lugar e o Santo dos santos. As pessoas comuns só podiam se locomover no átrio, elas eram terminantemente proibidas de entrar nas duas outras divisões; os sacerdotes, descendentes de Arão, ficavam no Santo lugar e somente o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no chamado “Dia da Expiação”, e era nesse lugar que a nuvem da glória do Senhor, a Shekiná de Deus, se manifestava. E os judeus se orgulhavam desse privilégio de serem os responsáveis pelo cuidado e administração do templo, e eles excluíam, terminantemente, qualquer pessoa samaritana; então os samaritanos, por ordem de Alexandre o grande séculos antes de Cristo, haviam recebido a permissão de construírem um templo no monte Gerezim, e eles alegavam que o culto verdadeiro era prestado, não em Jerusalém, mas em Samaria. E então, Jesus vira-se para ela e diz “Mas vem a hora e já chegou”. Jesus está dizendo que um novo tempo está raiando na história da salvação onde essa divisão geográfica iria ter um ponto final. Um novo período na história em que as pessoas adorarão “espírito e em verdade” irá chegar, mas ao mesmo tempo já chegou na pessoa do próprio Senhor Jesus Cristo; é o que o apóstolo Paulo vai escrever em Gálatas 4.4-5: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” E esse novo tempo da adoração alcança uma dimensão maior na morte, na ressurreição e na exaltação de Cristo; quando Ele morre o véu do templo, que fazia a divisão entre o santo lugar e o Santo dos Santos, se rasga de alto a baixo, para que nós, que cremos em Cristo, entremos, com intrepidez, no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho; porque o véu se rasgou, Deus agora habita em nós mediante o seu Espírito; porque nós no unimos a Cristo pela fé, Deus nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus; e esse novo tempo de adoração, inaugurado na vida, morte, ressurreição e ascensão de Cristo alcançará seu cumprimento final na volta de Jesus, quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Tempora, O Mores: Estamos Experimentando um Avivamento no Brasil?

O Tempora, O Mores: Estamos Experimentando um Avivamento no Brasil?: "O termo “avivamento” tem sido usado para designar momentos específicos na história da Igreja em que Deus visitou seu povo de maneira especi..."

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O perigo de viver uma vida sem Deus

O perigo de viver uma vida sem Deus
Exposição de 1 Cr. 10.1-14
O rei Saul é uma das figuras mais proeminentes da história de Israel. Com sua presença augusta e por ter sido o primeiro rei de Israel, inaugurando assim a monarquia entre os descendentes de Abraão, Saul figura entre os principais e mais polêmicos personagens bíblicos.
O relato da morte deste monarca revela o grande perigo de se colocar a pessoa de Deus à margem da nossa história.
Deus havia transformado Saul de um homem pobre num homem rico, de um homem sem expressão num homem poderoso, num homem vazio em um homem cheio do Espírito Santo, no entanto, apesar de todos esses privilégios, o filho de Aquis decidiu viver na contramão do propósito de Deus para a sua vida.
O historiador sagrado relata, nos versos 13-14a, que o rei Saul cometeu, no mínimo, três grandes pecados que o levou a se afastar de Deus. O primeiro está relato em 1 Samuel 13.8-14, foi quando Saul assumiu as prerrogativas de sacerdote, em lugar de Samuel, oferecendo holocaustos e ofertas pacificas, então Samuel vai lhe ensinar que o objeto de todos homem, inclusive o rei, não era agradar a homens, mas sim a Deus.
O segundo deslize de Saul encontra-se escrita em 1 Samuel 15.1-24 e mais uma vez Saul vai transigir com os absolutos de Deus. O Senhor ordena que Saul exterminasse a todos os amelequitas e destruísse todos os seus bens, porém o que Saul fez foi totalmente diferente. Além de poupar a vida de Agague, rei dos amalequitas, Saul poupou o melhor dos bens daquela nação. Então, Samuel se levanta e diz a Saul que Deus o havia rejeitado por causa do seu coração empedernido e sua desobediência aviltante.
O terceiro pecado é relato em 1 Samuel 28. Vendo o exército filisteu Saul teme e procura consultar ao Senhor, todavia este não o responde, o rei então, procura uma médium e, buscando se comunicar com Samuel, para este lhe revelar o que ele, Saul, deveria fazer e a Bíblia diz que isto foi abominação diante do Senhor.
Agora o rei Saul está indo para o campo de batalha pela última vez, ele, seus filhos e alguns dos seus soldados estão no monte Gilboa; o texto sagrado nos informa que seus soldados e seus filhos caíram mortos na arena de combate; então os flecheiros filisteus vão ao encalço de Saul e de seu escudeiro. Este recebe uma ordem do rei para que o matasse, mas temendo Saul, resigna-se a este último pedido; então o próprio Saul, por causa do seu orgulho, lança-se sobre a sua própria espada e coloca fim ao um reinado de 40 anos, e mais joga uma pá de cal sobre a história de um homem que recebeu muitos oportunidades, muitos privilégios do Senhor. No momento final de sua história Saul não demonstra arrependimento, não há confissão pelos seus pecados, não há lamento pela sua funesta situação espiritual, não há quebrantamento, não há oração a Deus por livramento, pelo contrário o que permanece é um homem que, deliberadamente, resolveu excluir o Todo-Poderoso da sua trajetória; Saul colocou à margem a única pessoa que poderia trazer razão para sua vida.
O salmista escreve dizendo: “Diz o insensato de coração: Não há Deus”. (Sl. 14.1) O salmista chama de insensato aquele que vive como se Deus não existisse; o meio irmão de Jesus, Tiago, chama de mundano aquele que faz planos para sua vida, sem considerar o Deus que lhe deu a vida e o fôlego (Tg. 4.13-16). Jesus chama de louco, aquele que busca um fim em si mesmo e ignora Aquele que o fim de todas as coisas (Lc. 12.13-20).
Hoje em dia nós, cristãos, estamos sendo tentados e instados, constantemente, a levar uma vida extremamente individualista e privatizada; talvez formalmente nós não rejeitamos a Deus, mas assim o fazemos quando nos preocupamos e buscamos mais as vitórias de Deus, do que o Deus das vitórias, mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos, mais a doação do que o Doador; fazer a vontade de Deus deve preceder e ser priorizada em nossas vidas muito mais do que o conforto, a prosperidade financeira, a saúde, o sucesso, e qualquer benesse que o mundo dos mortais possa nos oferecer. Só seremos lembrados positivamente na história se a nossa vida, em todas as áreas, gravitar em torno do Verbo de Deus, daquele que era, que é e que há de vir. Glória, pois a Ele eternamente. Amém.

Daniel Novais Souza, bacharel em Teologia pela Faculdade Batista Brasileira-Salvador/BA, pós-graduando em Plantação e Revitalização de Igrejas pelo Seminário Presbiteriano do Sul-Campinas/SP e dirigente da Congregação Batista Betel, desde 2008.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como enfrentar os sofrimentos e as dores da existência humana sem perder a confiança?
Exposição de Hebreus 1.1-3
Em várias porções das Escrituras Deus nos ensina que os sofrimentos e as vicissitudes humanas fazem parte da vida cristã. O autor de Hebreus inicia sua epístola exaltando a pessoa bendita do Filho de Deus. Ele ressalta que Cristo é o instrumento pleno da revelação, Ele é o herdeiro de todas as coisas, o criador de todas as coisas, a expressão exata do ser de Deus, o sustentar da criação, o Sumo Sacerdote pro excelência, o Rei soberano e mui elevado do que os anjos. O escritor salienta que esse Filho de Deus encarnou-se, tomou a forma humana para ser plena revelação de Deus aos homens, purificando os pecados destes por meio do seu sacrifício, pelo que foi exaltado sobremaneiramente assentando-se a direita de Deus, o qual lhe deu um nome mui superior ao dos anjos. Desenvolveremos uma maior confiança em Deus, em mio aos sofrimentos, ser conhecermos melhor quem é o nosso Sumo Sacerdote, quem é o Cristo objeto da nossa fé e, dentre os muitos adjetivos que o autor de Hebreus elenca, alguns nos chama a atenção:
O Filho, o instrumento pleno de revelação (1,2a)
“No passado, por meio dos profetas, Deus falou aos pais muitas vezes e de muitas maneiras; nestes últimos dias, porém, ele nos falou pelo Filho [...]”
O homem só conhece a Deus, porque este se deixa ser conhecido. A revelação de Deus é de suma importância para saber quem Deus é, qual a sua vontade o cosmo, em especial para o homem. Esse Deus se revelou nos dias que antecederam o nascimento de Jesus, mas essa revelação foi variada, multiforme e incompleta. A revelação veterotestamentária servia de seta, de vetor indicando e apontado para uma revelação maior, completa e plena. E, segundo o texto analisado, essa revelação foi manifestada “nestes últimos dias”, segundo o escritor Simon Kistemarker “A frase nestes últimos dias é colocada em contraposição à palavra outrora e refere-se à era em que as profecias messiânicas aconteceram.” (p. 45) O zênite da revelação divina é o Filho. É no Filho de Deus que temos todas as ferramentas para caminharmos nesse mundo turbulento fazendo a vontade de Deus e encarando os problemas de frente, sem pensar em desistir ou perder a confiança. Devemos apresentar nossos conflitos, angústias, dores e dissabores da vida ao nosso Senhor Jesus, pois Ele é o Verbo encarnado de Deus, Ele é a personificação da sabedoria e nos direcionará com destreza e entendimento para porta de saída desse labirinto escuro que nós porventura estivermos inseridos; o escritor Tiago, em sua epístola, convida aos seus leitores a pedirem por sabedoria dizendo: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” (NVI, Tg. 1.5). Contudo, Tiago alerta “Peça-a, porém, com fé, sem duvidar [...]” (NVI, Tg. 1.6). Não sou cessacionista (crença que os dons espirituais não estão mais disponíveis para os cristãos contemporâneos), mas vejo com muito pesar a atitude de indiferença por parte de muitos cristãos com relação à palavra escrita de Deus, em troca de uma “revelação” “quentinha, saída do forno”. Inúmeras traduções e versões da Bíblia surgem anualmente, publicações e mais publicações das escrituras chegam às prateleiras das livrarias diariamente, mas vivemos um analfabetismo bíblico como nunca antes na história. Creio que Deus pode nos ajudar e nos auxiliar diante das tempestades da vida servindo-se do dom sobrenatural da profecia, todavia, penso nossas vidas devem gravitar em torno das diretrizes divinas, das Escrituras sagradas, só dessa forma podemos ter uma vida espiritual saudável, equilibrada e que reverbera a glória de Deus.
O Filho, o criador e o sustentador de todas as coisas (2,3)
“[...] pelo qual também fez o universo. [...] sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder [...],”

O autor agora afirma que o Filho é o mediador da criação, o Pai efetuou a criação por intermédio do Filho. Essa teologia não exclusiva do livro de Hebreus. O apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses diz: “pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.” (NVI, Cl. 1.16). No seu evangelho, o apóstolo João também observa: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito.” (NVI, Jo. 1.3).
Devemos confiar em Jesus diante das turvas e profusas tempestades da vida, pois Ele é o autor da criação, ele criou o universo com suas milhões de milhões de galáxias, colocou em cada galáxia, uma inumerável constelação de estrelas, esse Jesus sabe o número de todas essas estrelas e concede nome a cada uma delas, Ele mede as águas com a concha da sua mão, Ele mede os céus com a palma de suas mãos, Ele recolhe o pó da terra e os pesa em uma balança, todas as nações do mundo diante dos olhos desse Deus é uma gota de água derramada em um balde, como um grãozinho de areia, são como nada, são menos que nada. Não existe um termo “impossível” no dicionário de Cristo, os nossos sofrimentos, as nossas aflições, enfermidades e feridas não sobrepujam Aquele que é o criador dos céus e da terra. O autor de hebreus não apenas afirma que Jesus é o criador, mas também que Ele é o sustentador da sua criação e isso inclui o seu povo. O Filho nos sustenta com a palma de suas mãos. Devemos crer e não duvidar; crer que o nosso Deus está presente, mesmo quando todos nos abandonarem, está conosco em nossas “fornalhas”, está com conosco quando olharmos para os quatro cantos da vida e não vemos saídas, está nos guardando com seu amor incomparável diante dos infortúnios e os invernos da vida. Nós não devemos ser dos que retrocedem, mas devemos ser daqueles que tem fé em busca das promessas de Deus.
Que Deus nos dê graça suficiente para confiarmos n’Ele independente das circunstancias, a despeito das agruras da vida e à revelia dos problemas que batem na “porta” da nossa existência todos os dias.
Por Daniel Novais Souza, dirigente da C.B.B.