sexta-feira, 26 de março de 2010

Apresentação da Mocidade




A Mocidade da Congregação Batista Betel apresentou neste último domingo o jogral "A visão e o chamado de Isaías", uma mensagem profunda e desafiadora foi refletida pelos jovens. Que Deus continue a abençoar!!!!

segunda-feira, 1 de março de 2010

A IMENSURÁVEL GRAÇA DE DEUS


Texto: Mateus 19.16-22
O apóstolo Mateus narra a história (narrada também em Mc. 10-22; Lc. 18.18-23) de um jovem de classe alta da região da Judéia, o qual se aproxima de Jesus e lhe dirige a seguinte pergunta: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (v.16). Interessante observar o conteúdo da pergunta desse homem, porque ele não pergunta o que ele pode fazer para cooperar com Deus na sua perseverança salvífica (doutrina bíblica conhecida como perseverança dos santos, a qual ensina que o cristão tem participação ativa na sua santificação e coopera com Deus nela), mas pergunta como pode adquirir a salvação.
Jesus diante de tal pergunta lhe responde que ele deveria guardar os mandamentos; então o jovem devolve perguntando quais seriam eles; parece que ele havia se esquecido do texto de Levítico (Lv) 18.5 que diz: Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou o SENHOR. O texto mosaico claramente afirma que o homem apenas viverá se guardar toda a Lei.
O apóstolo Mateus nos conta que Jesus elenca apenas 6 mandamentos, os quais são: “não matarás” (v. 18), “não adulterarás” (v. 18), “não furtarás” (v. 18), “não dirás falso testemunho” (v. 18), “honra a teu pai e a tua mãe” (v. 19) e “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v. 19). Esses mandamentos de Jesus podem ser resumidos apenas pela cláusula “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v. 19), ou seja, esses mandamentos citados por Cristo estão claramente incompletos, como meios para se alcançar a vida eterna não são suficientes, pois o texto de Lv. 18.5 não exclui uma ordenança sequer; para que o homem alcance a vida por meio da lei mosaica, a mesma deve ser plenamente satisfeita.
Então, diante da resposta de Cristo o jovem então exclama: “Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?” (v. 20). Observe que o jovem faz essa pergunta, mas não esperava de fato mais alguma ordenança ou mandamento. Ele havia perguntado a Cristo quais eram os mandamentos suficientes para que ele pudesse alcançar a vida eterna, Jesus responde sua pergunta citando apenas seis mandamentos, logo, pelo simples raciocínio, a vida eterna está diretamente relacionada unicamente pela observância desses mandamentos citados, se cumpridos possuirá a vida eterna. A compreensão que se pode chegar diante da pergunta do jovem é que ele gostaria de ouvir de Jesus não mais um mandamento, mas a aprovação do Mestre da Galiléia de que ele [o jovem] tinha alcançado a vida eterna por causa da sua observância desses seis mandamentos.
No entanto, Jesus expressa que lhe falta apenas um único mandamento para que ele de fato alcançasse a salvação, então dessa forma ele diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.” (v. 21). O texto sagrado nos informa que, aquele “[...] jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades.” (v. 22). Jesus lhe ensina que alcançará a vida eterna se destronar do seu coração as suas riquezas e posses (não há nenhuma intenção da parte desse autor fazer apologia à Teologia da Prosperidade), para entronizar a Deus no centro da sua vida, por meio de uma união sincera à Cristo e levar uma vida de dependência total do Mestre de Nazaré.
Jesus ensina àquele homem que a salvação, depois da queda do primeiro homem, jamais poderá ser fruto do mérito ou esforço humano (Mt. 19.26a), mas sim, pautada e concedida mediante a imensurável graça divina.
O apóstolo Paulo escrevendo aos irmãos da Galácia contra os judaizantes (cristãos vindos do judaísmo, os quais ensinavam a salvação como uma união da fé em Cristo e da observância da lei mosaica), escreve o seguinte: “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gl. 3.10), isso porque todos herdaram o pecado primeiro de Adão, todos mantêm disposições favoráveis ao pecado e todos praticaram, praticam ou praticarão o pecado, o qual é em essência transgressão da lei justa de Deus.
Porém, houve certo homem que conseguiu satisfazer todas as exigências da lei divina e “[...] nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro, para que a benção de Abraão chegasse aos gentios, [...], a fim de que recebêssemos, pela, o Espírito prometido.” (Gl. 3.13,14), esse homem além de levar sobre si a maldição divina que pesava sobre cada ser humano, creditou a sua justiça aos homens através da fé somente n’Ele e não pelas obras ou observância da lei. Esse homem, ou melhor, Deus-homem é JESUS CRISTO.
Os homens são incapazes de se auto-salvarem e de se auto-justificarem diante de Deus e ter vida eterna; o homem alcança a salvação não por algo que ele possa fazer, mas pela confiança em Jesus Cristo, o qual já realizou tudo por ele; a vida eterna não é independente da misericórdia divina, mas totalmente dependente da imensurável graça de Deus, a qual é aplicada pelo Espírito Santo sobre cada pessoa, mediante a fé em Cristo Jesus.Que Deus em Cristo Jesus, esteja concedendo, a cada dia, a sua imensurável graça a cada um de nós, pois ela [graça] nos é suficiente. Amém!
Daniel Novais, dirigente da Congregação Batista Betel, do Lot. Água Branca, estudante de Teologia, casado há dois anos com Rita Alves.