quinta-feira, 23 de junho de 2011

O perigo de viver uma vida sem Deus

O perigo de viver uma vida sem Deus
Exposição de 1 Cr. 10.1-14
O rei Saul é uma das figuras mais proeminentes da história de Israel. Com sua presença augusta e por ter sido o primeiro rei de Israel, inaugurando assim a monarquia entre os descendentes de Abraão, Saul figura entre os principais e mais polêmicos personagens bíblicos.
O relato da morte deste monarca revela o grande perigo de se colocar a pessoa de Deus à margem da nossa história.
Deus havia transformado Saul de um homem pobre num homem rico, de um homem sem expressão num homem poderoso, num homem vazio em um homem cheio do Espírito Santo, no entanto, apesar de todos esses privilégios, o filho de Aquis decidiu viver na contramão do propósito de Deus para a sua vida.
O historiador sagrado relata, nos versos 13-14a, que o rei Saul cometeu, no mínimo, três grandes pecados que o levou a se afastar de Deus. O primeiro está relato em 1 Samuel 13.8-14, foi quando Saul assumiu as prerrogativas de sacerdote, em lugar de Samuel, oferecendo holocaustos e ofertas pacificas, então Samuel vai lhe ensinar que o objeto de todos homem, inclusive o rei, não era agradar a homens, mas sim a Deus.
O segundo deslize de Saul encontra-se escrita em 1 Samuel 15.1-24 e mais uma vez Saul vai transigir com os absolutos de Deus. O Senhor ordena que Saul exterminasse a todos os amelequitas e destruísse todos os seus bens, porém o que Saul fez foi totalmente diferente. Além de poupar a vida de Agague, rei dos amalequitas, Saul poupou o melhor dos bens daquela nação. Então, Samuel se levanta e diz a Saul que Deus o havia rejeitado por causa do seu coração empedernido e sua desobediência aviltante.
O terceiro pecado é relato em 1 Samuel 28. Vendo o exército filisteu Saul teme e procura consultar ao Senhor, todavia este não o responde, o rei então, procura uma médium e, buscando se comunicar com Samuel, para este lhe revelar o que ele, Saul, deveria fazer e a Bíblia diz que isto foi abominação diante do Senhor.
Agora o rei Saul está indo para o campo de batalha pela última vez, ele, seus filhos e alguns dos seus soldados estão no monte Gilboa; o texto sagrado nos informa que seus soldados e seus filhos caíram mortos na arena de combate; então os flecheiros filisteus vão ao encalço de Saul e de seu escudeiro. Este recebe uma ordem do rei para que o matasse, mas temendo Saul, resigna-se a este último pedido; então o próprio Saul, por causa do seu orgulho, lança-se sobre a sua própria espada e coloca fim ao um reinado de 40 anos, e mais joga uma pá de cal sobre a história de um homem que recebeu muitos oportunidades, muitos privilégios do Senhor. No momento final de sua história Saul não demonstra arrependimento, não há confissão pelos seus pecados, não há lamento pela sua funesta situação espiritual, não há quebrantamento, não há oração a Deus por livramento, pelo contrário o que permanece é um homem que, deliberadamente, resolveu excluir o Todo-Poderoso da sua trajetória; Saul colocou à margem a única pessoa que poderia trazer razão para sua vida.
O salmista escreve dizendo: “Diz o insensato de coração: Não há Deus”. (Sl. 14.1) O salmista chama de insensato aquele que vive como se Deus não existisse; o meio irmão de Jesus, Tiago, chama de mundano aquele que faz planos para sua vida, sem considerar o Deus que lhe deu a vida e o fôlego (Tg. 4.13-16). Jesus chama de louco, aquele que busca um fim em si mesmo e ignora Aquele que o fim de todas as coisas (Lc. 12.13-20).
Hoje em dia nós, cristãos, estamos sendo tentados e instados, constantemente, a levar uma vida extremamente individualista e privatizada; talvez formalmente nós não rejeitamos a Deus, mas assim o fazemos quando nos preocupamos e buscamos mais as vitórias de Deus, do que o Deus das vitórias, mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos, mais a doação do que o Doador; fazer a vontade de Deus deve preceder e ser priorizada em nossas vidas muito mais do que o conforto, a prosperidade financeira, a saúde, o sucesso, e qualquer benesse que o mundo dos mortais possa nos oferecer. Só seremos lembrados positivamente na história se a nossa vida, em todas as áreas, gravitar em torno do Verbo de Deus, daquele que era, que é e que há de vir. Glória, pois a Ele eternamente. Amém.

Daniel Novais Souza, bacharel em Teologia pela Faculdade Batista Brasileira-Salvador/BA, pós-graduando em Plantação e Revitalização de Igrejas pelo Seminário Presbiteriano do Sul-Campinas/SP e dirigente da Congregação Batista Betel, desde 2008.

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